<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-9032768992609164380</id><updated>2011-07-31T16:41:16.789+09:00</updated><category term='arte'/><category term='cultural shock'/><category term='suicídio'/><category term='*Nitobe Inazo'/><category term='*Christopher Dawson'/><category term='II Guerra Mundial'/><category term='*Dr. Clark'/><category term='relativismo'/><category term='Japão'/><category term='cultural bridge'/><category term='kanji'/><category term='história do Japão'/><category term='*Yamamoto Katsuzo'/><category term='metrópoles'/><category term='sociedade japonesa'/><category term='período Meiji'/><category term='educação'/><category term='*Nagai Takashi'/><category term='*Sugihara Chiune'/><category term='Cristianismo'/><category term='Holocausto'/><title type='text'>the world since babel</title><subtitle type='html'>Intercâmbio cultural, relações internacionais e idiomas, choques culturais: coisas que passam pela cabeça de qualquer pessoa vivendo no exterior...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://hikaru-jp.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9032768992609164380/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hikaru-jp.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Alberto Hikaru Shintani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14894006009897998662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_OeatHebtJiw/SuFv3R8MtXI/AAAAAAAAABI/dqBVwaaikkQ/S220/osakajo.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>9</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9032768992609164380.post-7700075160437817609</id><published>2010-02-27T11:48:00.005+09:00</published><updated>2010-02-28T12:26:34.686+09:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história do Japão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Japão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='II Guerra Mundial'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='*Sugihara Chiune'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cristianismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Holocausto'/><title type='text'>O Schindler japonês e as 6 mil vidas</title><content type='html'>Nos últimos meses a mídia tratou com alguma frequência sobre o tema do Holocausto, desde que certas personalidades negaram publicamente a sua existência (??). Recentemente lembrei disso quando assisti a um documentário muito interessante sobre a vida de um diplomata japonês chamado Sugihara Chiune (1900-86), conhecido também como o “Schindler japonês”. É também conhecido como Sugihara Senpo (Senpo é uma outra leitura possível dos ideogramas Chiune, e que ele próprio utilizou durante certo período já que na Europa Oriental as pessoas tinham dificuldade para pronunciar o nome Chiune). Pouco antes do início da Segunda Guerra é batizado com a esposa na Igreja Ortodoxa. Durante muitos anos trabalhou na Manchúria (norte da China) e depois em Helsinki. Em janeiro de 1939, Chiune foi transferido para o recém-criado Consulado Japonês de Kaunas, na Lituânia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_OeatHebtJiw/S4nagZZ6bUI/AAAAAAAAADs/uOihEEbdH3k/s1600-h/mansyu.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: undefinedpx; height: undefinedpx;" src="http://3.bp.blogspot.com/_OeatHebtJiw/S4nagZZ6bUI/AAAAAAAAADs/uOihEEbdH3k/s320/mansyu.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5443121874764197186" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa época milhares de judeus poloneses fugiram à Lituânia, e tentaram em vão conseguir visto em diversas embaixadas para sair do país. Dezenas de judeus acodem ao Consulado Japonês, pedindo um visto de trânsito, para poder fugir às Antilhas (na América Central): se tivessem um visto japonês, poderiam fugir da Lituânia, indo de trem a Vladivostock (no extremo oriente da Rússia), passar pelo Japão e cruzar o Pacífico até chegar às ilhas do Caribe. No Japão contariam com a ajuda da comunidade judaica dali. Em 18 de julho de 1939 Chiune envia ao Ministério do Exterior em Tokyo um pedido de concessão de visto de trânsito aos judeus, e em seguida recebe a resposta dizendo que com a renovação dos Ministérios que estava ocorrendo era impossível dar uma reposta. Em 23 de julho recebe a resposta negativa do recém-nomeado Ministro Matsuoka Yosuke, alegando que os judeus não satisfaziam as condições necessárias (dinheiro suficiente para realizar a viagem até o fim, visto de entrada no país de destino etc.). Que conste que Matsuoka era o enviado plenipotenciário do Japão diante da Liga das Nações em 1933, que anunciou a retirada do Japão da Liga. Após o fim da guerra ele foi condenado como criminoso de Guerra A pelo Tribunal de Tokyo (que apesar de na prática ser sinônimo de pena de morte, faleceu antes).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, A URSS invade a Lituânia e ordena o fechamento de inúmeras embaixadas e consulados, incluído o do Japão. Sem muito tempo para reagir, e apesar da negativa recebida do Ministério do Exterior, Chiune decide desobedecer a ordem recebida e concede o visto aos judeus. Imediatamente centenas de judeus residentes na Polônia acodem a Chiune para conseguir o visto, e num período de quase um mês desde o início da concessão de vistos até o fechamento do Consulado por ordem da URSS mais de 2000 vistos são concedidos (na realidade foram 2139 vistos registrados, mas Chiune desistiu de registrar os nomes quando percebeu que não lhe restava muito tempo). Detalhe: na época, como um visto bastava para toda a família, estima-se que mais de 6000 pessoas conseguiram fugir da Lituânia com um visto japonês, ainda que as cifras mais otimistas cheguem até 10000 pessoas. Chiune pessoalmente escreveu à mão cada visto, dizendo que a responsabilidade de tudo o que ele fazia recaía somente sobre ele. A partir de um certo momento começou a trabalhar durante toda a noite (até 20 horas por dia) para dar conta da quantidade de pedidos. Após sua mudança forçada da sede do Consulado, continuou trabalhando em um hotel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em setembro de 1939, Chiune e a família são obrigados a deixar o país, mas a quantidade de judeus que recorria a ele era tão grande, que até o último minuto esteve na plataforma de trem assinando passaportes à toda pressa, e dizem testemunhas que mesmo com o trem em movimento continuou o trabalho de assinar os passaportes, devolvendo-os pela janela do trem. De lá foi transferido a Berlin, Praga, Bucareste etc, até que em 1947 retorna ao Japão. No mesmo ano é demitido do Ministério do Exterior, em meio a uma controvérsia que continua até hoje: segundo a esposa e os filhos ele foi demitido por ter desobedecido às ordens do Ministério, mas em diversas ocasiões o Ministério se pronunciou dizendo que não há registros de que tenha sido demitido por represália, e sim por uma reestruturação do Ministério no pós-Guerra. No entanto, dizem que por suas qualidades tinha uma brilhante carreira como diplomata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passou as seguintes décadas totalmente desconhecido pela opinião pública, mudando constantemente de trabalho, principalmente na área de tradução (além do japonês falava russo, chinês, francês, alemão e inglês). Somente em 1968, um dos sobreviventes o contatou através da Embaixada de Israel em Tokyo, e se encontrou com ele. Pouco a pouco apareceram inúmeros testemunhos semelhantes, de judeus que saíram da Lituânia com visto japonês e fugiram ao Japão, e de lá para Shangai, Palestina e EUA. Em 1968 é condecorado pelo governo de Israel, e em 1985 é também nomeado "Justo entre as Nações" pelo governo israelita. Falece no ano seguinte. Em 2000 o Ministério do Exterior do Japão reconhece os atos heróicos de ajuda humanitária de Chiune e em 2008 recebe uma condecoração também da Polônia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma de suas palavras mais conhecidas diz mais ou menos o seguinte: “Como diplomata talvez tenha agido mal. Mas como ser humano, fiz o que tinha que ter feito”. Por causa de tudo o que fez, Chiune talvez tenha perdido uma carreira diplomática brilhante... Pouco depois de voltar ao Japão perdeu um dos filhos... Foi acusado por colegas diplomatas de ter feito tudo por dinheiro... Teve uma vida profissional bastante difícil desde que perdeu o emprego do Ministério... E mesmo assim, quando um dos sobreviventes que se encontrou com ele na Embaixada Israelita em Tokyo perguntou se desde que saíra de Kaunas tinha sido feliz, Chiune respondeu afirmativamente, sem titubear. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderia escrever aqui um pouco sobre o fato de Chiune ser um bom exemplo de pessoas que entenderam que há valores que sobrepassam fronteiras, idiomas e culturas, mas com uma biografia como essa, acho que não preciso acrescentar mais nada...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9032768992609164380-7700075160437817609?l=hikaru-jp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hikaru-jp.blogspot.com/feeds/7700075160437817609/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://hikaru-jp.blogspot.com/2010/02/o-schindler-japones.html#comment-form' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9032768992609164380/posts/default/7700075160437817609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9032768992609164380/posts/default/7700075160437817609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hikaru-jp.blogspot.com/2010/02/o-schindler-japones.html' title='O Schindler japonês e as 6 mil vidas'/><author><name>Alberto Hikaru Shintani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14894006009897998662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_OeatHebtJiw/SuFv3R8MtXI/AAAAAAAAABI/dqBVwaaikkQ/S220/osakajo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_OeatHebtJiw/S4nagZZ6bUI/AAAAAAAAADs/uOihEEbdH3k/s72-c/mansyu.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9032768992609164380.post-8862857602897227142</id><published>2010-01-12T09:24:00.001+09:00</published><updated>2010-02-28T11:56:13.477+09:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história do Japão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='suicídio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Japão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='*Yamamoto Katsuzo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociedade japonesa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultural shock'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='período Meiji'/><title type='text'>O Japão que os japoneses não conhecem...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: verdana;font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A partir de abril deste ano começo o meu último ano na faculdade. O último ano é dedicado quase que exclusivamente à pesquisa, a partir da qual cada um tem que escrever uma mini-tese, uma espécie de TCC (trabalho de conclusão de curso) sobre o tema escolhido. Co&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;mo eu estou no Departamento de História Moderna e Contemporânea do Japão escolhi a área de História da Emigração Japonesa (Imigração do ponto de vista do Brasil). Nenhum professor aqui conhece absolutamente nada disso... Aliás, poucos japoneses conhecem sobre a história dos japoneses no Brasil e no resto do continente americano. Algum dia escrevo mais sobre isso, e sobre o fato de que quase nenhum livro didático de colegial japonês conta sobre isso (até hoje encontrei só um livro que tem 2 páginas sobre o tema), mas hoje queria escrever um pouco sobre uma coisa que li há alguns dias, quando pesquisava sobre esse tema.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Estava lendo o livro “&lt;em&gt;Toda uma vida no Brasil&lt;/em&gt;” &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Ed. Mania de Livro, 2ª ed, 1994&lt;/span&gt;), de Katsuzo Yamamoto. Ele nasceu em 1909 em Himeji (perto de onde eu moro atualmente), e foi ao Brasil em 1932. Foi plantador de batata, de chá, criou uma empresa de lâmpadas (que existe até hoje: Lâmpadas Sadokin), foi o fundador do &lt;em&gt;Nippon Country Club&lt;/em&gt; (conhecido clube na comunidade japonesa), jornalista, escritor... enfim, era o que hoje em dia chamaríamos “empreendedor”. Autodenominava-se “&lt;em&gt;um ex-japonês que traz consigo a personalidade forte –característica do Japão– e o amor à terra que tão bem o recebeu e onde construiu toda uma vida, o Brasil&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse livro –que é uma coletânea de artigos publ&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;icados em jor&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;nais japoneses do Brasil– ele comenta:&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Durante certo período inicial de sua vida no Brasil, os imigrantes nipônicos juntavam-se como folhas caídas pelo sopro do vento e uniam-se uns aos outros, estabelecendo uma íntima cooperação mútua. Temos aí os primeiros fundamentos da vida dos japoneses do Brasil, donde nasceu o entendimento entre eles, gerando um relacionamento mais humano, de amizade e ajuda recíprocas –que produziu a chamada Colônia nipônica. Esta é a noção aceita por toda a Colônia. Anos depois, Soichi Oya* disse que, se alguém quisesse conhecer japoneses das eras Meiji (1868-1912) e Taisho (1912-1926), deveria ir ao Brasil (...). O certo é que na Colônia se mantém, ainda hoje, o costume generalizado de cuidar bem das relações humanas. E acredito que esse relacionamento constitui o fulcro dos empreendimentos empresariais, os mais diversos existentes em toda parte&lt;/em&gt;”. &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(p.22)&lt;/span&gt;. Esse artigo é d&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;e 1970.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(* Soichi Oya (1900-1970), natural de Osaka, era jornalista e crítico literário. Visitou o Brasil na d&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;écada de 50)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center; font-family: verdana;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_OeatHebtJiw/S1UXZvNzPVI/AAAAAAAAADc/CWh70Tg6BE0/s1600-h/Fam%C3%ADlia_Japonesa_em_Bastos_1930.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 185px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_OeatHebtJiw/S1UXZvNzPVI/AAAAAAAAADc/CWh70Tg6BE0/s320/Fam%C3%ADlia_Japonesa_em_Bastos_1930.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5428270656803519826" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);font-size:78%;"&gt;Bastos (SP), déc. 1930&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Quando eu vivia no Brasil sempre achei que as relações humanas, esse “espírito de cooperativismo”, reuniões familiares multitudinárias, importância às relações familiares etc. fossem características dos japoneses. Mas acho que são mais características dos japoneses... do Bras&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;il! Desde que cheguei ao Japão, muito me impressionou a falta de diálogo familiar: tenho muitos amigos que não sabem exatamente em que trabalham os pais, outros que não sabem quantos primos têm, outros ainda que nem se lembram da idade dos irmãos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center; font-family: verdana;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_OeatHebtJiw/S1UX_4GBhXI/AAAAAAAAADk/Jf3adPzDKWo/s1600-h/sb10065805d-001.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_OeatHebtJiw/S1UX_4GBhXI/AAAAAAAAADk/Jf3adPzDKWo/s320/sb10065805d-001.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5428271312021849458" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);font-size:78%;"&gt;Tokyo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Já pensei muito sobre este tema e acabava chegando à conclusão d&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;e que os japoneses do Brasil são assim –mais humanos– pela influência que receberam no Brasil. Mas lendo essas palavras de Katsuzo Yamamoto, comecei a pensar que de fato essa importância às relações humanas é sim uma característica dos japoneses, mas dos japoneses do Japão pré-guerra. De fato, aqui já ouvi ao menos duas vezes comentários de que jovens “mais naturais, mais humanos” parecem ser do Japão pré-guerra. Há um filme japonês recente (eu não o vi) chamado &lt;em&gt;Always&lt;/em&gt;, que fala exatamente sobre isso, sobre os fortes laços familiares, que serviram de base para a reconstrução do país no pós-guerra. E no Japão a consciência de que um país não é movido pelo Parlamento ou por decisões políticas, mas muito mais “pelo trabalho de cada um dos membros da comunidade” deve ter sido um elemento importante para a reconstrução do Japão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja um pouco exagerado dizer isso, mas se o ser humano é um ser social por natureza (tende a viver em sociedade), o japonês é basicamente um ser grupal (tende a viver em grupos e atuar em grupos, mais do que individualmente). As inúmeras cooperativas agrícolas, associações dos mais variados tipos e os grupos estudantis (no Brasil também há milhares de grupos assim, &lt;em&gt;kenjinkai&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;nihonjin kaikan&lt;/em&gt; etc.) são prova disso. Há alguns meses li um editorial de jornal que falava exatamente sobre isso: até a década de 50 a família era o “grupo” pelo qual as pessoas viviam e trabalhavam, mas com o trabalho de reerguimento da economia japonesa no pós-guerra, houve um grande movimento para que as pessoas se sentissem membros de uma mesma família que era a nação japonesa, que passa a ser o “grupo”. Até aí, desde que não substitua o papel da família, nada de mal: de fato é natural e até necessário que os cidadãos de um país se sintam filhos de uma mesma nação. Mas com uma economia estável e ascendente no pós-guerra, a consciência de “grupo” se desloca da nação à empresa, e o trabalhar pelo sucesso da empresa acabou sendo uma tarefa prioritária para a maioria dos japoneses. Ou seja a consciência de grupo se deslocou da família à nação, e da nação à empresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensando de uma maneira fria, à primeira vista pode parecer que trabalhar pela empresa é mais importante que viver pela família: no primeiro caso, o seu trabalho parece contribuir para o bem de mais pessoas que no segundo. É triste, mas acho que isso é o que aconteceu, e o que o escritor Soichi Oya percebeu, ao visitar o Brasil. Numa sociedade onde a empresa está no centro das atenções, não é estranho que mais de 30 mil pessoas cometam suicídio por ano: se o sentido da sua vida está no trabalho, a partir do momento em que você perde esperanças no sucesso da sua empresa (pelo motivo que seja), e não tem um amparo familiar e muito menos um espiritual, que faça você ver o lado positivo da situação, ou te dê esperanças e motivos para trabalhar, para quê viver? O sucesso profissional de fato pode dar um sabor de vitória e de realização pessoal, mas é uma realização fria, “pouco humana”, e mais cedo ou mais tarde termina...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, em certo sentido a economia japonesa do pós-guerra, que germinou graças ao húmus das relações humanas, pouco a pouco foi se distanciado desse húmus, e sem húmus, é natural que a árvore seque, por mais forte que pareça... E no caso do Japão, uma sociedade onde o elemento sobrenatural (religião) é praticamente inexistente na vida prática (do dia-a-dia), essa situação se agrava ainda mais. Graças a Deus e também ao contato com outras culturas, parece que cada vez mais há jovens japoneses que não querem viver a mesma vida de subordinação à empresa que os seus pais viviam.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Esse é um dos motivos pelos quais eu pessoalmente gostaria que a história dos japoneses no Brasil fosse mais conhecida no Japão. Não estaria mal conhecer um pouco sobre este “outro Japão”, em certo sentido talvez mais brasileiro, mas como dizia Katsuzo Yamamoto: justamente por ser mais humano seria ao mesmo tempo mais japonês... Como em quase todos os posts desse blog acabo batendo na mesma tecla: o relacionamento entre culturas é sempre oportunidade para aprender com o novo, mas também com o velho; para refletir sobre o outro, mas também para pensar sobre si mesmo!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9032768992609164380-8862857602897227142?l=hikaru-jp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hikaru-jp.blogspot.com/feeds/8862857602897227142/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://hikaru-jp.blogspot.com/2010/01/o-japao-que-os-japoneses-nao-conhecem.html#comment-form' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9032768992609164380/posts/default/8862857602897227142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9032768992609164380/posts/default/8862857602897227142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hikaru-jp.blogspot.com/2010/01/o-japao-que-os-japoneses-nao-conhecem.html' title='O Japão que os japoneses não conhecem...'/><author><name>Alberto Hikaru Shintani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14894006009897998662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_OeatHebtJiw/SuFv3R8MtXI/AAAAAAAAABI/dqBVwaaikkQ/S220/osakajo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_OeatHebtJiw/S1UXZvNzPVI/AAAAAAAAADc/CWh70Tg6BE0/s72-c/Fam%C3%ADlia_Japonesa_em_Bastos_1930.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9032768992609164380.post-6755457701395572894</id><published>2009-12-07T13:05:00.001+09:00</published><updated>2010-02-28T11:56:54.170+09:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Japão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='metrópoles'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='*Nitobe Inazo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultural shock'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='arte'/><title type='text'>Arte de rua, literalmente!</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style=" color: rgb(51, 51, 51); font-family:'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif;"&gt;No post &lt;a href="http://hikaru-jp.blogspot.com/2009/10/cultural-bridges-i-nitobe-inazo.html"&gt;Bushido e intercâmbio cultural&lt;/a&gt; comentei sobre uma frase de Nitobe Inazo:&lt;/span&gt; &lt;span class="Apple-style-span"  style=" color: rgb(51, 51, 51); font-family:'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;If there is anything to do, there is certainly a best way to do it, and the best way is both the most economical and the most graceful&lt;/em&gt;&gt;&gt;. Neste post vou dar um exemplo bem concreto de como em muitos aspectos isso ainda existe no Japão, partindo de um tema bastante prosaico e à primeira vista pouco delicado para ser tratado: bueiros de rua.&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif;color:#333333;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" color: rgb(51, 51, 51); font-family:'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif;"&gt;Vivi 19 anos da minha vida em São Paulo, e confesso que lá uma das últimas coisas que me atraía eram bueiros. Não é uma crítica (mesmo porque eu pessoalmente gosto muito de SP...), é simplesmente um fato! Quem aqui alguma vez já parou para reparar nos bueiros de SP, para admirá-los, ou até para tirar fotos? Aqui no Japão, no entanto, não é raro ver pessoas -especialmente estrangeiros- tirando fotos dos bueiros do Japão, e isso por um motivo simples: são bonitos. A única vez -que eu me lembre- em que eu parei para ver uma boca de lobo (não era exatamente um bueiro...) foi quando há vários anos a Prefeitura de SP fez uma campanha de limpeza das bocas de lobo da cidade, e de um dia para o outro aquelas tampas amarelas apareceram pintadas com uns lobos escovando os dentes (??!!).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif;color:#333333;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif;color:#333333;"&gt;Bom, antes de seguir vou dar alguns exemplos de bueiros de cidades aqui perto de onde eu moro, e que vejo com alguma frequência.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif;color:#333333;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif;color:#333333;"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_OeatHebtJiw/SyW9B9-0aZI/AAAAAAAAACs/cXdAFX40IlU/s200/ashiya.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5414941968498452882" /&gt;  &lt;span class="Apple-style-span"   style="color: rgb(102, 0, 0);   font-family:arial, -webkit-fantasy;font-size:small;"&gt;Ashiya (pinheiro japonês, símbolo da cidade)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  color: rgb(102, 0, 0); font-family:arial, -webkit-fantasy;font-size:small;"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_OeatHebtJiw/SyW9Up6suyI/AAAAAAAAAC8/O89E1HQtNuQ/s200/itami.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5414942289529977634" /&gt;  Itami (cisnes de um parque local) &lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" color: rgb(51, 51, 51); font-family:'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_OeatHebtJiw/SyW9LV-kgOI/AAAAAAAAAC0/zfmoordfVjA/s200/nishinomiya.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5414942129558683874" /&gt;  &lt;span class="Apple-style-span"  style="color: rgb(102, 0, 0);  font-family:arial, -webkit-fantasy;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;N&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;i&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;s&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;h&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;i&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;n&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;o&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;m&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;i&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;y&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;a (representa o famoso estádio de baseball dali)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif;color:#333333;"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 159px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_OeatHebtJiw/SyW9bsXkWtI/AAAAAAAAADE/zTffdpgcUaE/s200/osaka.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5414942410447018706" /&gt;  &lt;span class="Apple-style-span"   style="color: rgb(102, 0, 0);   font-family:arial, -webkit-fantasy;font-size:small;"&gt;Osaka (representa o castelo de Osaka com cerejeiras)&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  color: rgb(102, 0, 0); font-family:arial, -webkit-fantasy;font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="color: rgb(0, 0, 0);   font-family:Georgia, -webkit-fantasy;font-size:16px;"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_OeatHebtJiw/SyW9fJxoBJI/AAAAAAAAADM/0U16JwFit4A/s200/kobe.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5414942469880546450" /&gt;  &lt;/span&gt;Kobe (representa o porto da cidade)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Georgia, -webkit-fantasy;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:Georgia, fantasy;"&gt;&lt;div&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 185px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_OeatHebtJiw/SyW9v7POO5I/AAAAAAAAADU/2JynMfnIJAY/s200/takarazuka.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5414942758035930002" /&gt;  &lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial, -webkit-fantasy;color:#660000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;T&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;a&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;k&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;ara&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;z&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;u&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;k&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;a (flor símbolo de um famoso teatro dali)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:arial, -webkit-fantasy;color:#660000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif;color:#333333;"&gt;Como vocês podem ver, cada bueiro traz algo típico daquela cidade (ou do bairro no caso de grandes metrópoles), algo que represente visualmente a cidade. Se pensarmos um pouco, o custo para fazer um bueiro como este é exatamente o mesmo de um bueiro comum: a mesma fôrma é usada como modelo para fazer milhares de tampas! A única diferença está no fato de que alguém parou para pensar qual seria o desenho adequado para aquela cidade, e em lugar de fazer uma tampa lisa criou desenhos como os exemplos acima. É uma maneira simples e barata de melhorar o aspecto visual da cidade e de transformar uma coisa "asquerosa" em objeto de decoração. Genial! Como dizia Nitobe Inazo, se há algo para ser feito, certamente há a melhor maneira de fazê-lo!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif;color:#333333;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9032768992609164380-6755457701395572894?l=hikaru-jp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hikaru-jp.blogspot.com/feeds/6755457701395572894/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://hikaru-jp.blogspot.com/2009/12/arte-de-rua-literalmente.html#comment-form' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9032768992609164380/posts/default/6755457701395572894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9032768992609164380/posts/default/6755457701395572894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hikaru-jp.blogspot.com/2009/12/arte-de-rua-literalmente.html' title='Arte de rua, literalmente!'/><author><name>Alberto Hikaru Shintani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14894006009897998662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_OeatHebtJiw/SuFv3R8MtXI/AAAAAAAAABI/dqBVwaaikkQ/S220/osakajo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_OeatHebtJiw/SyW9B9-0aZI/AAAAAAAAACs/cXdAFX40IlU/s72-c/ashiya.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9032768992609164380.post-1729124644050602889</id><published>2009-11-13T16:43:00.001+09:00</published><updated>2010-02-28T11:57:23.942+09:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Japão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultural bridge'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='*Dr. Clark'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cristianismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='período Meiji'/><title type='text'>Boys, be ambitious!</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Cultural Bridges (II): Dr. Clark&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir da segunda metade do século XIX, o Japão pouco a pouco retoma contato estável com as nações do Ocidente. Por mais de dois séculos, o &lt;em&gt;Bakufu&lt;/em&gt; ("governo militar") tomou como base das relações internacionais do Japão o &lt;em&gt;Sakoku&lt;/em&gt; ("política de isolamento nacional"), que significava um impedimento (quase) total de navios estrangeiros em território japonês. Digo "quase" porque o Japão manteve relações comerciais -ainda que bem restritas- com a China e Holanda. Mas isso é um tema para um outro post...&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Voltando à abertura dos portos japoneses no final do século XIX, o novo governo (Governo Meiji), percebeu que a chave para a modernização do país estava na educação: diversas medidas para lançar as bases de uma educação nos moldes ocidentais foram postas em prática, e aqui neste post comento duas delas. Uma foi a de enviar estudantes a outros países: jovens de todo o país eram cuidadosamente escolhidos, segundo suas aptidões intelectuais, e enviados a diversos países, de acordo com a área em que se destacassem esses países. Assim, à França iam para estudar Direito e Política, à Alemanha para Medicina e Forças Armadas, à Inglaterra para Marinha e Comércio, aos EUA para Negócios etc... Enfim, eram os pilares do programa de modernização do país seguindo os padrões ocidentais. Estima-se que milhares de estudantes foram ao exterior com bolsas de estudo do governo Meiji, que chegaram a representar um terço dos gastos do Ministério da Educação da época. Isso porque -como já disse- o governo Meiji percebia que a educação era a chave para a modernização e para o desenvolvimento sócio-econômico que almejava. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Entre esses estudantes encontram-se, por exemplo, políticos como Ito Hirobumi &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(importante político da época, primeiro Primeiro-ministro do Japão, re-eleito outras 3 vezes)&lt;/span&gt;, Katsura Taro &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(General do Exército japonês, Minitro de Guerra, 3 vezes Primeiro-ministro)&lt;/span&gt;, escritores como Natsume Soseki &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(autor de livros como "&lt;em&gt;Botchan&lt;/em&gt;", "&lt;em&gt;Kokoro&lt;/em&gt;", best-sellers da literatura japonesa)&lt;/span&gt;, cientistas como Yukawa Hideki &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(físico e primeiro prêmio Nobel japonês)&lt;/span&gt; e Tomonaga Junichiro &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(físico e prêmio Nobel de física)&lt;/span&gt;. E, além deles, muitos outros educadores que, apesar da importância que tiveram, talvez sejam muito menos conhecidos no Ocidente, justamente porque a atuação deles foi mais restrita -do ponto de vista geográfico-, mas não por isso menos importante.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O envio de jovens ao exterior foi uma das medidas. A outra foi o chamado &lt;em&gt;oyatoi gaikokujin&lt;/em&gt; ("estrangeiros contratados"): professores de diversos países dos EUA e Europa eram contratados por um período determinado para trabalharem em escolas e universidades recém-inauguradas no Japão (muitos desses estrangeiros foram inclusive co-fundadores de universidades). Na condição de educadores dos pioneiros, além de ensinar, ensinavam a ensinar. Provinham de diversas áreas: medicina, política, arquitetura, comércio, direito, arte, pedagogia, agricultura, filosofia, física, artes militares, etc... &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_OeatHebtJiw/SwEMh5VMIqI/AAAAAAAAACg/LwYRlKo93Gg/s1600/clark.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404614804286218914" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 140px; height: 200px;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_OeatHebtJiw/SwEMh5VMIqI/AAAAAAAAACg/LwYRlKo93Gg/s200/clark.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Poderia escrever centenas de posts sobre essas pessoas, tanto sobre os japoneses que foram ao exterior, como sobre os estrangeiros que vieram ao Japão, mas hoje vou falar sobre um estrangeiro, um dos mais famosos -se não for o mais famoso- dos &lt;em&gt;oyatoi gaikokujin:&lt;/em&gt; William Smith Clark, mais conhecido como Doutor Clark (ou &lt;em&gt;Kuraaku Hakase&lt;/em&gt;, em japonês)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Clark era americano, de Massachusetts, professor de química e zoologia. Depois de ter feito o PhD na Alemanha, voltou aos EUA. A partir de 1876, passou oito meses no Japão, trabalhando na &lt;em&gt;Escola de Agricultura de Sapporo&lt;/em&gt; (atual &lt;em&gt;Hokkaido University&lt;/em&gt;), instituição que ele mesmo ajudou a fundar. Era conhecido pelas aulas de ética e pelos princípios éticos cristãos que difundiu no Japão (de fato muitos dos seus alunos se converteram ao Cristianismo). Ensinou pouco tempo e não conheceu mais que a primeira turma da escola. No entanto, diz-se que deixou marcas profundas nos jovens alunos. Conta-se que no dia em que se despediu dos alunos, fez um discurso em que disse:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Boys, be ambitious. Be ambitious not for money or for selfish aggrandizement, not for that evanescent thing which men call fame. Be ambitious for that attainment of all that a man ought to be&lt;/em&gt;&gt;&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eram palavras muito adequadas àqueles jovens, que viviam em um período de muitas mudanças importantes para o Japão e a oportunidade que tinham de serem os primeiros alunos das universidades com certeza abriria a eles as portas do dinheiro e, principalmente, da fama... Ao mesmo tempo, diz-se que as palavras de encorajamento do Dr. Clark vieram em bom momento aos ouvidos daqueles jovens japoneses, que tinham a responsabilidade nada pequena de construir um país... É preciso ter em conta também que pelo "temperamento nacional", audácia não é exatamente a palavra mais característica dos japoneses... Parece que há diversas versões dessa frase, em parte porque foi transmitida oralmente pelos alunos -pouco mais de 10- que o escutavam. Mas de todos os modos, os ensinamentos do Dr. Clark e o cerne da sua célebre frase (&lt;em&gt;Boys, be ambitious&lt;/em&gt;), marcaram não só aquela primeira geração, mas muitos dos alunos que viriam depois, em concreto dois dos alunos da segunda turma (que provavelmente não conheceram pessoalmente o Dr. Clark): Uchimura Kanzo e Nitobe Inazo (ver post &lt;a href="http://hikaru-jp.blogspot.com/2009/10/cultural-bridges-i-nitobe-inazo.html"&gt;Bushido e intercâmbio cultural, Cultural Bridges (I): Nitobe Inazo&lt;/a&gt;).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O que se passou com o Dr. Clark depois que ele voltou aos EUA não é muito conhecido, mas aqueles oito meses bastaram: ainda hoje há dezenas de escolas com o seu nome (uma está a 10 minutos de onde eu moro...), e o Dr. Clark é conhecido como um dos principais fundadores do sistema educativo japonês moderno. Tenho certeza que os ouvidos de qualquer japonês estão cansados da frase "&lt;em&gt;Boys, be ambitious&lt;/em&gt;"! Se pensarmos um pouco, implementar todo um novo sistema educativo, importar um universo de conhecimento completamente desconhecido, modernizar as instituições do país, as leis, os costumes, formar as nova gerações... e tudo isso num período de poucas décadas! De fato, acho que o Dr. Clark não poderia ter dito nada mais além disso: &lt;em&gt;Boys, be ambitious&lt;/em&gt;!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9032768992609164380-1729124644050602889?l=hikaru-jp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hikaru-jp.blogspot.com/feeds/1729124644050602889/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://hikaru-jp.blogspot.com/2009/11/boys-be-ambitious.html#comment-form' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9032768992609164380/posts/default/1729124644050602889'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9032768992609164380/posts/default/1729124644050602889'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hikaru-jp.blogspot.com/2009/11/boys-be-ambitious.html' title='Boys, be ambitious!'/><author><name>Alberto Hikaru Shintani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14894006009897998662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_OeatHebtJiw/SuFv3R8MtXI/AAAAAAAAABI/dqBVwaaikkQ/S220/osakajo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_OeatHebtJiw/SwEMh5VMIqI/AAAAAAAAACg/LwYRlKo93Gg/s72-c/clark.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9032768992609164380.post-2207031743530016344</id><published>2009-10-29T13:02:00.018+09:00</published><updated>2010-02-28T11:58:42.287+09:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Japão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultural bridge'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='*Nitobe Inazo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='período Meiji'/><title type='text'>Bushido e intercâmbio cultural</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Cultural Bridges (I): Nitobe Inazo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em abril deste ano participei de um congresso universitário em Roma apresentando um &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.univforum.org/univ2009/Creation.pdf"&gt;paper&lt;/a&gt;&lt;/em&gt; com dois amigos sobre a fundação das universidades japonesas no período Meiji (1868-1912), e aprendi muito durante a execução do projeto! Não era o tema central do &lt;em&gt;paper&lt;/em&gt;, mas não se pode falar da história das universidades no Japão sem contar a história dos fundadores de muitas dessas universidades e dos grandes intelectuais desta época, que tornaram possível o desenvolvimento do sistema educativo de nível superior no Japão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destaco aqui um deles: Nitobe Inazo, economista, professor universitário, escritor, educador, &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_OeatHebtJiw/SulVbtsPTwI/AAAAAAAAAB4/v6p9xLIPFiE/s1600-h/nitobe.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5397939562990227202" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 137px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_OeatHebtJiw/SulVbtsPTwI/AAAAAAAAAB4/v6p9xLIPFiE/s200/nitobe.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;diplomata e político (&lt;em&gt;uf, que lista!&lt;/em&gt;). É conhecido no Ocidente pelo best-seller "&lt;em&gt;Bushido&lt;/em&gt;", originalmente escrito em inglês para transmitir os fundamentos da cultura e ética japonesas nos países ocidentais. &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_OeatHebtJiw/SulVFokIxYI/AAAAAAAAABw/f3okA9aV4mo/s1600-h/nitobe.jpg"&gt;&lt;/a&gt;Foi professor na Universidade Imperial de Kyoto e de Tokyo, e ajudou na criação de diversas escolas e universidades no Japão. Nitobe trabalhou também na Liga das Nações e foi abertamente contra o militarismo japonês na década de 30 e contra a saída do Japão da Liga das Nações, após o Incidente da Manchúria. É também conhecido por suas idéias de caráter humanitário na administração colonial. Influenciado pelo legado do dr. William Clark, se batizou na Igreja Anglicana quando estudava em &lt;em&gt;Sapporo Nogakko&lt;/em&gt; (Escola de Agricultura de Sapporo, atual &lt;em&gt;Hokkaido University&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas apesar de todo esse currículo (que obviamente é muito maior que o descrito acima), na minha opinião a maior conquista de Nitobe foi a de conseguir juntar de uma maneira impressionante a cultura japonesa e a ocidental. Ou melhor, importar o melhor da cultura ocidental, sem abandonar as raízes japonesas. Ao ler "&lt;em&gt;Bushido&lt;/em&gt;" é possível perceber que Nitobe havia compreendido perfeitamente a cultura ocidental (a tal ponto de querê-la para o Japão), mas deixa claro que a cultura japonesa tinha também inúmeras virtudes, que não só eram &lt;em&gt;compatíveis&lt;/em&gt; com o legado ocidental, mas que também o &lt;em&gt;complementavam&lt;/em&gt; em muitos aspectos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, há uma frase que gosto muito no livro "&lt;em&gt;Bushido&lt;/em&gt;&lt;em&gt;If there is anything to do, there is certainly a best way to do it, and the best way is both the most economical and the most graceful&lt;/em&gt;&gt;&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele diz isso quando fala sobre a crítica que muitos ocidentais faziam a respeito da maneira de ser dos japoneses e das cerimônias japonesas (em concreto, acho que falava da Cerimônia do Chá). De fato, se é preciso fazer algo, sempre há a &lt;em&gt;melhor maneira&lt;/em&gt; que -apesar de não necessariamente ser a mais adequada nas circunstâncias dadas- é pelo menos a que deve ser buscada, a meta. Além disso, é interessante notar que ele chama a atenção para a maneira mais bonita de fazer as coisas: não basta fazer as coisas, é preciso fazê-las bem! Eis aqui um ponto que os ocidentais poderiam aprender com os japoneses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas esse é só um de milhares de possíveis exemplos, de como o encontro de culturas é enriquecedor para ambos os lados. Imaginemos o seguinte: há duas culturas A e B. No choque destas duas culturas, necessariamente a cultura B vai perder algo que lhe era próprio porque A tinha algo superior (naquele aspecto específico, não em tudo). No entanto, eu diria que o resultado final não são dois países com cultura A, mas dois países com uma nova cultura C. É verdade que A concedeu algo da sua cultura a B, mas o próprio fato de fazê-lo, fez com que este algo deixe de ser monopólio de A, e seja patrimônio de B também. Ou seja, de um choque de duas culturas A e B, surge uma nova cultura C. Também pelo fato de que num encontro de culturas, sempre haverá uma troca, uma relação de dar-e-receber, porque sempre há algo que se pode aprender com a outra cultura. Prefiro comentar em um outro post, mas acho que não é muito adequado interpretar uma cultura como algo que pertença a um certo país X, como algo com fronteiras nacionais... mas deixo isso para outro post.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas para que esse enriquecimento seja possível, é necessário que haja pessoas como Nitobe Inazo, que sem perder as suas origens, soube abrir-se ao desconhecido, e soube -acima de tudo- encontrar o ponto médio nesse intercâmbio cultural. Nitobe não estava ocidentalizando o Japão, estava aprimorando a cultura japonesa, limando as arestas! (que fique claro que eu também acho que pode haver um exagero nessa importação cultural, mas nesse caso o processo deixaria de ser um "&lt;em&gt;enriquecimento cultural&lt;/em&gt;" para ser uma simples "&lt;em&gt;unificação cultural&lt;/em&gt;", que sim é prejudicial para ambos os lados, e infelizmente acontece hoje em dia, também no Japão). Como dizíamos na conclusão do &lt;em&gt;paper&lt;/em&gt;, Nitobe estava no grupo de "&lt;em&gt;pessoas que souberam unir de uma maneira maravilhosa diferentes culturas e valores, pessoas que encontraram pontes que transcendem fronteiras, línguas e culturas&lt;/em&gt;".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9032768992609164380-2207031743530016344?l=hikaru-jp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hikaru-jp.blogspot.com/feeds/2207031743530016344/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://hikaru-jp.blogspot.com/2009/10/cultural-bridges-i-nitobe-inazo.html#comment-form' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9032768992609164380/posts/default/2207031743530016344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9032768992609164380/posts/default/2207031743530016344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hikaru-jp.blogspot.com/2009/10/cultural-bridges-i-nitobe-inazo.html' title='Bushido e intercâmbio cultural'/><author><name>Alberto Hikaru Shintani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14894006009897998662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_OeatHebtJiw/SuFv3R8MtXI/AAAAAAAAABI/dqBVwaaikkQ/S220/osakajo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_OeatHebtJiw/SulVbtsPTwI/AAAAAAAAAB4/v6p9xLIPFiE/s72-c/nitobe.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9032768992609164380.post-4218210411026817623</id><published>2009-10-20T13:18:00.003+09:00</published><updated>2010-02-28T11:59:00.448+09:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Japão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='kanji'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='arte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='*Nagai Takashi'/><title type='text'>Caligrafia e arte</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left"&gt;No post &lt;a href="http://hikaru-jp.blogspot.com/2009/10/porque-os-japoneses-nao-veem-as.html"&gt;Os japoneses não vêem estrelas...&lt;/a&gt; comentava sobre uma diferença entre a pintura ocidental e a oriental, mas é óbvio que há muitas mais: não é preciso ser nenhum especialista em arte para perceber a enorme diferença que há entre a qualidade técnica das pinturas ocidentais e orientais...&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left"&gt;Talvez um dos motivos para essa diferença no desenvolvimento da técnica na pintura seja a caligrafia. Para muitas culturas orientais, grande parte dos &lt;i&gt;esforços artísticos&lt;/i&gt; centrou-se na caligrafia, justamente pela complexidade dos seus sistemas de escrita. No caso dos árabes há também um fator religioso, mas se pensamos nos chineses e japoneses, a escritura em si já é considerada arte ou manifestação do senso artístico. &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395719158609203010" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 230px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_OeatHebtJiw/SuFx_Kyrz0I/AAAAAAAAABo/qM3xcsHrmvg/s400/nagai+takashi.jpg" border="0" /&gt; &lt;div style="TEXT-ALIGN: left"&gt;Isso pelo seguinte: no caso dos povos ocidentais o alfabeto é simplesmente um meio para a transmissão de idéias, ou seja, a idéia transmitida é o único elemento importante e a escrita é simplesmente um veículo para essa tarefa. Já para os orientais (refiro-me aqui especificamente aos povos que utilizam a escrita chinesa ou um sistema originado a partir dela, como o japonês), a escrita é também um fim em si mesma. Em parte pelo fato de que cada caracter chinês representa em si um conceito, enquanto que uma letra do alfabeto isolada, não.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;No alfabeto latino cada letra tem um valor simbólico (=forma da letra) e um valor fonético (=som). No entanto, os &lt;i&gt;kanjis&lt;/i&gt; (caracteres chineses), além do valor simbólico e fonético, têm também um valor semântico (=significado). Resumindo, cada &lt;i&gt;kanji&lt;/i&gt; é composto por Forma, Som e Significado. Assim, se um kanji isolado, pela própria aparência dele, tem um valor semântico em si, ele carrega consigo um significado, uma idéia, e por isso acaba tendo também um fim em si mesmo, porque ele sozinha basta para transmitir uma idéia. De fato, muitas obras de arte orientais são obras de caligrafia artística (poemas, expressões, palavras etc, escritas de forma artística): é um exemplo de como a "&lt;i&gt;beleza&lt;/i&gt;" satisfaz tanto os sentidos externos como o intelecto humano!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É interessante ver a originalidade e a capacidade criadora do ser humano em distintas culturas, de todos os tempos, de distintos modos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#660000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;I&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;m&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;a&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;g&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;e&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;m&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;:&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;"&lt;i&gt;&lt;b&gt;nyo-ko-ai-jin&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;" (4 letras que dizem: "&lt;i&gt;Ama o próximo como a ti mesmo&lt;/i&gt;"), por Nagai Takashi (médico, sobrevivente da bomba atômica de Nagasaki, autor de best-sellers como "&lt;i&gt;Os sinos de Nagasaki&lt;/i&gt;", "&lt;i&gt;Réquiem para Nagasaki&lt;/i&gt;", "&lt;i&gt;Os filhos de Nagasaki&lt;/i&gt;". No Brasil ele é conhecido também como dr. Paulo Nagai)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#660000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#660000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9032768992609164380-4218210411026817623?l=hikaru-jp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hikaru-jp.blogspot.com/feeds/4218210411026817623/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://hikaru-jp.blogspot.com/2009/10/caligrafia-e-arte.html#comment-form' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9032768992609164380/posts/default/4218210411026817623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9032768992609164380/posts/default/4218210411026817623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hikaru-jp.blogspot.com/2009/10/caligrafia-e-arte.html' title='Caligrafia e arte'/><author><name>Alberto Hikaru Shintani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14894006009897998662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_OeatHebtJiw/SuFv3R8MtXI/AAAAAAAAABI/dqBVwaaikkQ/S220/osakajo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_OeatHebtJiw/SuFx_Kyrz0I/AAAAAAAAABo/qM3xcsHrmvg/s72-c/nagai+takashi.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9032768992609164380.post-8991688829396172712</id><published>2009-10-13T12:40:00.003+09:00</published><updated>2009-10-23T19:11:12.983+09:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Japão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cristianismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='arte'/><title type='text'>Os japoneses não vêem estrelas...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;Na minha faculdade, cada estudante é obrigado a fazer um certo número de créditos em matérias que não sejam da sua própria área, então este semestre eu decidi fazer uma matéria sobre &lt;i&gt;História da Arte Ocidental&lt;/i&gt;. Numa dessas aulas o professor comparava a arte oriental e a ocidental em alguns aspectos que eu nunca tinha pensado antes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Há um detalhe que diferencia muito as pinturas japonesas das ocidentais e que, apesar de ser um detalhe, pode-se inferir muito sobre a concepção de mundo de ambas culturas a partir deste &lt;i&gt;detalhe&lt;/i&gt;. As pinturas japonesas nunca representam um elemento que pode parecer óbvio para qualquer um: as estrelas (e em menor escala, a lua e o sol). Não sei se vocês conhecem pinturas tradicionais japonesas, então ponho aqui alguns exemplos de pintores famosos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 145px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_OeatHebtJiw/SuEsqLg21GI/AAAAAAAAAAk/AkQSgPwUdhQ/s320/sotatsu.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395642931723293794" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(102, 0, 0); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Tawaraya Sotatsu, séc XVII&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#660000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#660000;"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 254px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_OeatHebtJiw/SuE6SwIBLCI/AAAAAAAAAA0/IEarIkPxcTQ/s320/Yosa+Buson.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395657922397154338" /&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Yosa Buson, séc XVIII&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 218px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_OeatHebtJiw/SuEsZqT2BNI/AAAAAAAAAAc/q2bj0LuTPj4/s320/hokusai.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395642647932437714" /&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" color: rgb(102, 0, 0); font-size:small;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Hokusai, séc XVIII/XIX&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Como vocês podem ver, os pintores japoneses quase nunca pintam o céu. Em geral é uma espécie de nuvem dourada, uma massa etérea e esfumaçada, que serve apenas para preencher espaço. Em parte isso se deve ao fato de que as pinturas japonesas parecem valorizar apenas o tema principal, sem se preocuparem com a paisagem de fundo. Mas por outro lado, segundo dizem alguns especialistas, é um sinal de que os japoneses "&lt;i&gt;n&lt;/i&gt;&lt;i&gt;ão viam as estrelas&lt;/i&gt;". Não que não as enxergassem, mas que não davam valor a elas, talvez pelo fato de serem comuns demais, parte do dia-a-dia, elementos que "&lt;i&gt;não mereciam&lt;/i&gt;" aparecer na pintura. É mais ou menos como os insetos ou animais pequenos para a pintura ocidental: eu não consigo pensar em nenhuma obra de arte ocidental famosa que tenha gafanhotos ou sapos, mas há muitos quadros japoneses que os representam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Segundo esse professor de que falava no começo, uma outra explicação para isso é que os ocidentais aprenderam a valorizar as estrelas por causa do cristianismo. Para os cristãos as estrelas recordam a Encarnação. Quando lemos o Novo Testamento, vemos que uma estrela foi o sinal que os (reis) magos tiveram para encontrar o local onde tinha nascido o Messias. De fato, a pintura ocidental, que durante séculos desenvolveu-se sob o manto do cristianismo, tinha como temática recorrente o nascimento de Jesus Cristo: para os cristãos a estrela permaneceu como símbolo da vinda do Messias e daí a importância delas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Parece que a primeira vez que a estrela de Belém foi representada numa pintura e como uma estrela cadente foi com Giotto no século XIV. Diz-se que o próprio Giotto presenciou a passagem do cometa Halley e a partir disso usou a imagem do cometa para representar a estrela de Belém (ver cometa laranja na imagem abaixo), já que os Evangelhos dizem que a estrela se movia. Até hoje a tradição de representar a estrela como uma espécie de cometa continua: basta pensar nas inúmeras representações de presépios na época do Natal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 198px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_OeatHebtJiw/SuE0u1hmZKI/AAAAAAAAAAs/-B-56EkUvw4/s200/Giotto.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395651807813199010" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" color: rgb(102, 0, 0); font-size:small;"&gt;Adorazione dei magi (de Giotto, séc XIV)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Ou seja, para os ocidentais elementos como estrelas, lua e sol eram mais que simples corpos celestes, porque eram símbolos  da presença de Deus entre os homens. Além disso, para os ocidentais tudo -na condição de criatura de Deus- tinha um valor em si porque eram provas do Seu poder criador. E isso não acontece somente com as estrelas: pedras, água, pombas, fogo... e centenas de outros elementos "sem maior importância" e que outros povos nunca representavam tinham um significado a mais para os ocidentais e por isso são elementos recorrentes na pintura ocidental.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;É uma prova de que a concepção de mundo influencia diretamente as expressões culturais (entre elas a manifestação artística) de cada povo e que, portanto, o nível de desenvolvimento cultural de cada povo mostra também a profundidade do elemento religioso daquela sociedade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9032768992609164380-8991688829396172712?l=hikaru-jp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hikaru-jp.blogspot.com/feeds/8991688829396172712/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://hikaru-jp.blogspot.com/2009/10/porque-os-japoneses-nao-veem-as.html#comment-form' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9032768992609164380/posts/default/8991688829396172712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9032768992609164380/posts/default/8991688829396172712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hikaru-jp.blogspot.com/2009/10/porque-os-japoneses-nao-veem-as.html' title='Os japoneses não vêem estrelas...'/><author><name>Alberto Hikaru Shintani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14894006009897998662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_OeatHebtJiw/SuFv3R8MtXI/AAAAAAAAABI/dqBVwaaikkQ/S220/osakajo.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_OeatHebtJiw/SuEsqLg21GI/AAAAAAAAAAk/AkQSgPwUdhQ/s72-c/sotatsu.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9032768992609164380.post-6966206978099773485</id><published>2009-10-06T13:52:00.013+09:00</published><updated>2009-10-23T19:12:58.254+09:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relativismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Japão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultural shock'/><title type='text'>O hashi, o garfo e o relativismo</title><content type='html'>Há alguns dias fui testemunha de uma conversa peculiar. Sabe quando em histórias em quadrinhos um alienígena de 10 pernas (ou patas) chega até a Terra e, ao ver um terráqueo, exclama: "incrível, eles só tem 2 pernas"!! Bom, o que vou contar é mais ou menos parecido (que fique claro que com essa anedota não quero dizer que um dos lados seja o alienígena e o outro o terráqueo da história...).&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Lugar: refeitório da universidade. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Data: um típico dia de início de outono, um clima ameno e agradável. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Personagens: dois animados estudantes japoneses.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;- Às vezes eu me pergunto: por que os ocidentais usam garfo e faca?&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;- ...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;- Não é muito mais fácil comer com hashi (&lt;/i&gt;=palitinhos&lt;i&gt;)? Você não tem que ficar equilibrando a comida em cima do garfo, basta pressionar levemente os dedos que a comida não escapa dos hashis.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;- Além do mais é muito mais elegante do que ter que usar as duas mãos ao mesmo tempo para comer... A boca é uma só!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;- Isso! Talvez o problema seja exatamente esse: os ocidentais têm mãos grandes e desajeitadas, e como não conseguem comer com hashi desenvolveram instrumentos complicados em que possam usar as duas mãos!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Bom, a partir daí a brilhante discussão dos nossos amigos seguiu por outros mares, mas esse diálogo me fez pensar um pouco. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Do ponto de vista dos ocidentais, comer com palitinhos deve ser a coisa mais primitiva do mundo: cheira um pouco a homens das cavernas espetando pedaços de carne deformes semi-assados e sangrentos com um troço qualquer de graveto. Além do mais, algum ocidental com certeza já se perguntou se os orientais continuam comendo com aqueles pedaços de pau primitivos, mesmo hoje em dia, numa sociedade globalizada e onde os costumes locais tendem a se civilizar...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E do ponto de vista dos orientais, comer com garfo e faca confirma de maneira cabal a falta de destreza manual dos desajeitados ocidentais. Que brutos! Não sabem manejar de maneira delicada e graciosa os palitinhos, que nada mais são que uma espécie de extensão dos próprios dedos, e que suavizam e tornam mais humana a nossa tendência à falta de temperança na comida...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Bom, para mim ambos os argumentos parecem bastante convincentes! Para evitar briga, acho que a solução é a do McDonald´s: vai tudo com a mão!!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Brincadeiras à parte, às vezes gosto de fazer exercícios mentais tentando entender como diferentes pessoas/culturas têm diferentes visões de mundo. Em se tratando de temas sem maior importância como o supra-citado, a conclusão óbvia nesses casos é a de que &lt;i&gt;&lt;b&gt;ambos&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; estão certos, &lt;i&gt;em certo sentido &lt;/i&gt;ou&lt;i&gt; até certo ponto &lt;/i&gt;(digo &lt;i&gt;&lt;b&gt;ambos&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; porque por motivos óbvios excluo da discussão a filosofia McDonald´s...). O problema é que esse raciocínio, pode ser bastante perigoso: as pessoas começam dizendo que dá na mesma dirigir pela direita ou pela esquerda, que dá na mesma começar o livro da direita para a esquerda ou vice-versa, e uma infinidade de outras coisas que de fato são indiferentes, e acabam chegando à conclusão de jerico de que "&lt;i&gt;já que a cultura de cada país é diferente, podem agir como bem entenderem&lt;/i&gt;"... Afinal de contas -dizem- é "&lt;i&gt;tudo cultural&lt;/i&gt;"... e daí surgem as barbaridades às quais (incrivelmente) já estamos (mal)acostumados, mascaradas pelo mesmo argumento de que "&lt;i&gt;cada um é cada um, oras&lt;/i&gt;"&lt;i&gt;. &lt;/i&gt;Desenvolvendo esse raciocínio, chegaríamos à conclusão de que a cultura vem antes que a própria natureza humana, como se a cultura fosse uma realidade mais radical no ser humano que o próprio fato de ele ser homem...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Acho que esse é um dos principais perigos que nascem da reflexão sobre a Cultura: utilizá-la como elemento &lt;i&gt;relativizador&lt;/i&gt; -para não dizer &lt;i&gt;entorpecente&lt;/i&gt;- da consciência e para justificar as &lt;i&gt;diferenças&lt;/i&gt; que não merecem (nem podem) ser justificadas...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9032768992609164380-6966206978099773485?l=hikaru-jp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hikaru-jp.blogspot.com/feeds/6966206978099773485/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://hikaru-jp.blogspot.com/2009/10/o-hashi-o-garfo-e-o-relativismo.html#comment-form' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9032768992609164380/posts/default/6966206978099773485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9032768992609164380/posts/default/6966206978099773485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hikaru-jp.blogspot.com/2009/10/o-hashi-o-garfo-e-o-relativismo.html' title='O hashi, o garfo e o relativismo'/><author><name>Alberto Hikaru Shintani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14894006009897998662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_OeatHebtJiw/SuFv3R8MtXI/AAAAAAAAABI/dqBVwaaikkQ/S220/osakajo.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9032768992609164380.post-844734445200361161</id><published>2009-09-29T11:53:00.008+09:00</published><updated>2010-02-28T11:59:34.479+09:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultural shock'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='*Christopher Dawson'/><title type='text'>O princípio do maracujá</title><content type='html'>&lt;div&gt;Dizer que eu comecei este blog "porque sim" poderia ser uma resposta satisfatória para 99% das pessoas -e portanto seria suficiente-, mas como isso não é um &lt;i&gt;Twitter&lt;/i&gt;, vou fazer uso do  ilimitado uso de caracteres que o mundo cibernético dos blogs generosamente dignou-se conceder aos internautas, para explicar um pouco a origem deste blog.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Faz já um ano que comecei um &lt;a href="http://www.nikkeiportal.com/hikaru"&gt;outro blog&lt;/a&gt; para ser incluído na lista de páginas do &lt;i&gt;&lt;a href="http://www.nikkeiportal.com/"&gt;Nikkei Portal&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;, uma página criada pelos bolsistas e membros da &lt;i&gt;Nippon Foundation Scholar Association&lt;/i&gt;. Só que está em japonês... E, sendo sincero, não o atualizo com muita frequência... Mas na minha recente visita ao Brasil -depois de mais de 3 anos- percebi que não era pequena a dificuldade que tinha para me expressar em português, essa língua que até então tinha chamado de &lt;i&gt;língua materna&lt;/i&gt;...&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por este e por outros motivos decidi começar este blog, em português, com um tema mais ou menos definido, ainda que bastante abrangente. Tem a ver um pouco com a área à qual pretendo me dedicar numa futura-possível-pós-graduação, mas em linhas gerais pretendo tratar de temas relacionados a uma palavra: Cultura. Depois de alguns anos vivendo no Japão -que, convenhamos, é bastante diferente do Brasil em todos os aspectos-, depois de ter visitado alguns outros países, e depois de ter "voltado" ao meu país de origem, tive muitas oportunidades de pensar um pouco nesta palavra.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De fato, um tema que tem me atraído muito nos últimos meses é o tema das relações internacionais. Não exatamente no campo político, mas no cultural. Sempre interpretei as diferenças culturais como uma oportunidade de defender e até de se orgulhar da cultura do próprio país/região. Mas há pouco tempo li umas palavras de um Historiador da Cultura (não estou seguro se essa é a melhor expressão em português...) chamado Christopher Dawson:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;people insist on what distinguishes them from the rest, instead of what united it with them&gt;&lt;/i&gt;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Simplesmente genial! Quando olhamos uma cultura estrangeira (ou um aspecto dessa cultura) nossa reação inicial é sempre a de comparar o que temos em comum e o que temos de diferente. Até aí sem novidades. Faz parte do processo cognitivo do ser humano utilizar conceitos, idéias e parâmetros já conhecidos para conhecer ou interpretar novos &lt;i&gt;inputs&lt;/i&gt;.  &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por exemplo, sempre tenho dificuldades para descrever a um japonês frutas ou legumes que não existem no Japão. Como você descreveria um maracujá a alguém que -quando muito- ouviu o nome dessa fruta? "&lt;i&gt;Um maracujá tem mais ou menos o  tamanho de uma maçã, mas tem uma casca mais grossa como a de uma laranja, mas mais lisa... A polpa é um pouco pastosa, de cor meio amarela, cheia de sementinhas pretas... O sabor é um pouco azedo, mas não tanto como o limão e se come com açúcar ou fazendo suco, por exemplo...&lt;/i&gt;" e assim por diante. Só que a vida é muito mais rica que um maracujá, e tem muitos mais matizes que aparência, cor e sabor...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ou seja, se por um lado é verdade que a "comparação" é essencial para o enriquecimento não só do nosso vocabulário, mas também da vida em geral, também é verdade que a "comparação" é uma bifurcação: pode levar à "união" ou à "separação". Quando digo "união" e "separação" refiro-me à relação entre eu e a nova cultura, ou à relação entre dois países, ou à relação entre duas pessoas..., tanto faz. O problema é que -como bem disse Dawson- as pessoas em geral optam pela segunda opção, e o que poderia ser um fator de "união" acaba sendo sempre um motivo a mais para a "desunião". Quero dizer, assim como no caso do maracujá, as diferenças e as semelhanças &lt;b&gt;juntas&lt;/b&gt; dão origem ao produto final (que nesse caso é o conhecimento, ainda que beeem restrito e subjetivo, do maracujá).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aplicando isso a termos mais práticos, tenho reparado que isso é comum na relação entre pessoas de diferentes países e/ou regiões. As pessoas em geral terminam o raciocínio na parte das diferenças e não vão até as semelhanças...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E é aí que está -na minha opinião- a importância de conhecer outras culturas. Quando eu me deparo com uma outra cultura e aplico inconscientemente o princípio do maracujá (de comparar por semelhança e diferença), eu necessariamente tenho que refletir -talvez pela primeira vez- sobre a minha própria cultura, porque é daí que eu tiro os parâmetros que o princípio do maracujá exige para funcionar: ele precisa necessariamente de parâmetros de comparação! Tem um pouco a ver com o que me disse um amigo japonês que viajou comigo para um outro país: você não pode dizer que conhece a sua própria casa sem antes sair dela e ver pela primeira vez a forma, a aparência externa e o tamanho do que você chama de "minha casa" (=meu país). Simples, porém bastante profundo...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em outras palavras, ao estar em contato com outras culturas, pela primeira vez você pára para refletir sobre a sua própria cultura. E ao parar para refletir sobre isso, você pode (1) aprender a valorizar mais a sua própria cultura, (2) ter mais parâmetros de comparação para julgar a sua própria cultura, (3) aprender com o que a outra cultura tem de melhor para oferecer, etc.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Qualquer relacionamento cultural (bom, também qualquer relacionamento humano) é sempre uma oportunidade para o enriquecimento mútuo. Só que a condição &lt;i&gt;sine qua non&lt;/i&gt; deste enriquecimento mútuo, é aplicar o princípio do maracujá até o fim, isto é: diferenças e semelhanças; não só um nem só o outro! Mais para frente escrevo um post sobre a aplicação do princípio do maracujá no Japão!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9032768992609164380-844734445200361161?l=hikaru-jp.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://hikaru-jp.blogspot.com/feeds/844734445200361161/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://hikaru-jp.blogspot.com/2009/10/o-principio-do-maracuja.html#comment-form' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9032768992609164380/posts/default/844734445200361161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9032768992609164380/posts/default/844734445200361161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://hikaru-jp.blogspot.com/2009/10/o-principio-do-maracuja.html' title='O princípio do maracujá'/><author><name>Alberto Hikaru Shintani</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14894006009897998662</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_OeatHebtJiw/SuFv3R8MtXI/AAAAAAAAABI/dqBVwaaikkQ/S220/osakajo.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry></feed>
